Como surgiu o Instrumento

A criação do Instrumento de Reconhecimento e Validação de Competências Informais d@s Agentes da Acção Educativa do Nível II surge na sequência de um outro Instrumento criado, mas para o Nível III (Consultar página inicial dos Instrumentos de Reconhecimento e Validação)  através do projecto PROXY, tendo como entidade promotora a  Associação Cultural Moinho da Juventude.

Deste modo, surge porque se constatou, através da experiência directa e através do contacto com outras instituições, que estes funcionários são responsáveis por múltiplas actividades relacionadas com o desenvolvimento da criança, e que muitas vezes as cumprem rigorosamente, sem haver uma aquisição formal de conhecimentos que lhes permita uma correspondência da qualidade do trabalho realizado com a qualificação profissional. Também, muitas vezes o seu perfil é definido em função da instituição na qual estão inseridos e não em função ao papel que desempenham que, ambíguo umas vezes e mais bem definido outras, faz oscilar e atrasar o reconhecimento destes agentes educativos.

É com base nestes dados e com a experiência prévia no Projecto CREDIT que a ACMJ resolveu aprofundar e organizar um Instrumento que padroniza as competências base que os funcionários de Acção Educativa deverão ter para desenvolver um trabalho com crianças de idades compreendidas entre os 2 e os 8 anos. A inovação que aqui se destaca é que neste processo as competências adquiridas por vias informais poderão ser apresentadas e serão valorizadas.

Este Instrumento tem por base um perfil de competências de Nível II e é composto por um conjunto de 13 módulos que focam diversas áreas do desenvolvimento da criança, trabalho em parceria com pais e colegas e organização de recursos. Cada módulo refere as competências práticas que o funcionário deverá ter no seu de trabalho. 

A forma como prova essas competências é através da construção de um Portfólio, no qual reúne todas as provas que possua para comprovar que tem experiência em realizar as várias actividades apresentadas.

Tal como noutras áreas, a prática reflecte conhecimentos teóricos sobre o tema trabalhado; este instrumento também valoriza estes conhecimentos, mas não os torna prioritários. Por isso, quando o candidato se propõe a validar as suas competências, todas as provas são analisadas por um consultor, o que incluí também formações frequentadas e nível escolar atingido. No entanto, o próprio instrumento apresenta já uma correspondência entre a prática desenrolada e os conhecimentos teóricos de base. 

Pensando sempre que o processo de valorização e certificação deve ser um processo motivante, positivo e construtivo para o candidato, o consultor que apoiar este processo, não só orientará o tipo de provas que podem ser ou não apresentadas, bem como organizará toda a informação necessária para encaminhar o candidato, no caso de haver uma área ou áreas menos desenvolvidas e que necessitam de formação complementar.

É com o sentido de partirmos da experiência de cada pessoa que elaborámos uma auto-avaliação em cada Módulo, para que o próprio possa desenhar o estádio onde se encontra, que competências já tem e quais as que necessita ainda de adquirir.

Também para que este possa ser um Instrumento de fácil acesso a todos os funcionários de Acção Educativa, organizámos três formas de o apresentar:

  • Criámos uma página na Internet, cientes de que este meio cada vez mais facilita a passagem de informação e que desta forma os funcionários não terão de se sentir prejudicados por não estarem próximos da instituição que promove determinada actividade.

  • Com o mesmo pensamento, criámos também um CD-ROM, que permitirá, àqueles que ainda não têm um acesso à rede, de poderem participar e divulgar a outros.

  • Para as duas formas de apresentação do Instrumento, elaborámos ainda o Manual, que pretende não só esclarecer a função e objectivos deste Instrumento, bem como apoiar e clarificar a forma como os funcionários e consultores poderão trabalhar em conjunto.

A Equipa

O instrumento que vos apresentamos é o resultado da colaboração de muitas pessoas. Foi o trabalho da Equipa do “site”:

  • João Carlos Sousa, Madalena de Mendonça David e Miguel Andrade; 

  • da Equipa técnica: Alexandra Soares, Antónia Ramos; Carlos Relha, Dulce Filipe, Godelieve Meersschaert e Marta Cal. 

  • do Grupo de Trabalho do projecto Emprego Apoiado: Alexandra Soares, Augusto Sousa, Carla Benites, Carlos Relha, Cristina Severiano, Godelieve Meersschaert, Marta Cal, Mónica Albuquerque, Rita Mira, Teresa Duarte.

  • do apoio de: Carlos Daniel, Marília Garcia e Eugénia Dias (consultoria).

  • da Equipa de teste, a qual teve uma prestação valiosa, quer pela contribuição através da partilha de experiências, quer muito especialmente pela disponibilidade e envolvimento demonstrados.

Bases

Para elaborar o Instrumento escolhemos o standard inglês, depois de analisarmos vários standards existentes a nível europeu para a acreditação de funcionários da Acção Educativa realizados a nível do Projecto CREDIT.

O Futuro

Actualmente estão concluídos dois instrumentos – Nível II e III, conscientes de que este produto não está ainda acabado. Está aberta uma porta para novos horizontes com muitas potencialidades para explorar.

 As ideias e sugestões de todos vocês serão sempre bem vindas, dando continuidade a um trabalho que desejamos ser sempre de Equipa.

 

Contacte-nos enviando as vossas críticas e/ou propostas para apempregoapoiado@mail.telepac.pt

 


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