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O projecto
“emprego Apoiado”
(http://www.empregoapoiado.org)
surge através da candidatura à
Iniciativa Comunitária EQUAL (http://www.equal.pt)
que é uma das componentes da estratégia da União Europeia para criar
mais e melhores empregos e garantir a todos o acesso aos mesmos.
Financiada pelo Fundo Social Europeu, a EQUAL testará novas formas
de combater as discriminações e as desigualdades de que são vitimas
quer os que pretendem aceder ao mercado de trabalho quer os que nele
já estão integrados. Esta iniciativa providenciará o enquadramento
necessário à experimentação de novas ideias susceptíveis de alterar
as políticas e práticas futuras em matéria de emprego e formação.
MissÃO:
Generalização do modelo de Emprego Apoiado (Supported
Employment), incrementando o acesso ao mercado aberto de trabalho de
pessoas em situação de desvantagem
A Parceria de Desenvolvimento (PD) visa, trabalhando com
empresários, pessoas dos grupos alvo, parceiros sociais e
sindicatos, incrementar estratégias integradas na comunidade que
facilitem a integração profissional, combinando flexibilidade com
segurança no trabalho e estabilidade. A PD considera que o
conhecimento é mais adequadamente desenvolvido através da
participação directa de empresários no desenvolvimento de percursos
individuais para a inclusão social e o emprego.
ObjectivOs:
Aumentar o
acesso das pessoas em situação de desvantagem ao mercado aberto de
trabalho, através de planos individuais de suporte que,
desenvolvidos numa perspectiva de empowerment, tenham em
conta as suas potencialidades, interesses e necessidades;
Proporcionar
oportunidades para o desenvolvimento de competências e qualificações
que facilitem o acesso ao emprego, explorando as áreas das
tecnologias da informação e comunicação, utilizando como recurso os
centros de formação e escolas existentes para a população em geral,
bem como a formação em posto de trabalho;
Promover o
empowerment dos grupos alvo através do seu envolvimento,
participação e influência na definição, implementação e avaliação do
projecto, proporcionando oportunidades para o desenvolvimento do
exercício de tomadas de posição conjuntas na defesa dos seus
direitos;
Promover redes
sociais de inter-cooperação, entre entidades públicas e privadas,
como estratégia fundamental para a assunção, pelos sistemas
regulares, dos procedimentos mais eficazes na inclusão social e
profissional dos públicos-alvo;
Estudar com a
comunidade empresarial estratégias facilitadoras de integração
profissional que combinem a flexibilidade com a segurança e
estabilidade do emprego, o que requer igualmente um contributo de
outros parceiros sociais como os sindicatos;
Garantir um
sistema de promoção e suporte de manutenção do emprego,
estabelecendo um trabalho coordenado com outros serviços de apoio,
no sentido de facilitar e maximizar o acesso a recursos sociais,
habitacionais e outros;
Desenvolver as
competências das organizações e dos seus recursos humanos, em termos
do modelo de emprego apoiado, tendo em vista a melhoria da qualidade
e da eficácia dos serviços prestados;
Promover a
avaliação e divulgação dos resultados e a generalização do Modelo de
Emprego Apoiado;
ACTIVIDADES PRINCIPAIS E PRODUTOS
Empresas,
gestores e empresários
Formação de empresários e gestores de empresas
em áreas relacionadas com a integração profissional de pessoas com
diferentes dificuldades de inserção, incorporada em acções correntes
de formação promovidas pela AERLIS
(Associação
Empresarial da Região de Lisboa),
um dos parceiros da PD.
Desenho do
perfil e funções do tutor da empresa e formação de tutores,
para a integração profissional de pessoas com diferentes
dificuldades de inserção, na perspectiva do Emprego Apoiado. Esta
formação é desenvolvida através de seminários e acompanhamento no
local de trabalho, usando o modelo de formação-acção.
Criação de
redes de empresários
Esta PD
visa a implementação de redes locais de empresários e empresas.
Também,
através de intervenções territoriais (ver 2.2.2), a PD visa a
implementação de uma rede regional para a empregabilidade de pessoas
em situação de desvantagem.
O facto de
a PD poder contar com a AERLIS e AIP entre os seus membros, favorece
esta actividade.
Critérios e
prémio de qualidade para empresários
Criação de Prémio de Boas Práticas em Emprego Apoiado
para Empresas, e a sua atribuição anual. Este processo é
coordenado pela AIP (Associação Industrial Portuguesa / Câmara de
Comércio e Indústria). Este prémio procura reconhecer a contribuição
válida de empresas para a empregabilidade e integração profissional
de pessoas em situação de desvantagem.
Introdução
de novos perfis e procedimentos: Mediação, Tutoria, Advocacia
“Técnicos
de Emprego Apoiado (Employment Specialists)”:
A PD visa o desenvolvimento de um curso de formação em emprego
apoiado para técnicos de diferentes organizações, envolvidos no
processo de inclusão profissional e social, que os habilitará na
implementação de modelo individualizados para a inserção social e o
emprego, na perspectiva do movimento de Emprego Apoiado. A
metodologia seguida é a de acção-formação, combinando intervenção no
terreno (sob supervisão) com seminários presenciais. Experiência
passada (Iniciativa HORIZON) num “Diploma em Emprego Apoiado” dá
crédito a este objectivo. Estes “especialistas” – que serão
autênticos “mediadores” entre os diversos actores envolvidos –
obterão competências diversificadas em áreas como a formação
profissional em contexto de empresa, empowerment,
auto-determinação e auto-representação, redes multi-institucionais
com especial relevância para as inter-relações público-privado,
incluindo empresas e empresários. Incremento da qualidade e
eficiência dos serviços prestados, são também competências a
desenvolver.
“Fórum para a Diversidade”:
A PD iniciou esforços para a criação e dinamização de um Fórum para
a Diversidade, formado por pessoas e organizações representativas
dos grupos-alvo. Membros do Fórum participam em cada actividade do
projecto, incluindo formação empresários e tutores, formação de
técnicos, guias de práticas promissoras, transnacionalidade,
instrumentos on-line, etc.
Em cada
território em que o projecto está a ser desenvolvido, pessoas em
situação de desfavorecimento e as suas organizações representativas
(Fóruns Locais para a Diversidade), serão envolvidos nas
actividades.
“Auto-representantes para a Liderança”:
A PD desenvolve um curso para a liderança comunitária e cidadania.
Partilha de valores, culturas diversas, problemas sociais,
cidadania, género, legislação, poder central e local (autoridades
locais e centrais), senso de comunidade e poder comunitário,
planeamento estratégico, são conteúdos fundamentais desta actividade
formativa.
Diferentes
grupos de auto-representantes em diferentes locais serão envolvidos,
dinamizando os seus pares (incluindo famílias), disseminando o
conhecimento adquirido de liderança.
“Partners in
Policymaking”:
Partners in
Policymaking é uma marca registada (USA) autorizada para ser
utilizada em Portugal, no contexto deste projecto. Este curso de
formação envolve adultos com deficiência e pais de crianças com
deficiência, incluído no package de “Auto-representantes para
a Liderança”.
Percursos
individualizados e integrados para a integração e o emprego
Procuramos incrementar o acesso de pessoas em situação de
desvantagem ao mercado aberto de trabalho, através de planos e
programas individuais de apoio, desenvolvidos numa perspectiva de
empowerment, de acordo com as capacidades individuais,
interesses e necessidades.
A PD está a desenvolver esforços
para criar e disponibilizar online um sistema de gestão integrada do
processo de inserção, incluindo uma base de dados de empresas
(potenciais ou efectivos empregadores de pessoas em situação de
desvantagem). Este recurso disponibilizará informação acerca dos
candidatos ao emprego ou empregados, empresas e empresários,
tutores, técnicos de emprego apoiado e reterá a “história” de cada
processo de inserção.
Para
conseguir estas metas, alguns procedimentos estão já no terreno,
nomeadamente as Intervenções Territoriais, que são
intervenções comunitárias que favorecem as inter-relações entre
pessoas em situação de desvantagem, organizações privadas, públicas
e serviços (centros de emprego, escolas, centros de formação
profissional, autarquias, auto-representantes e empresários. Estas
acções com base em comunidades visam directamente a integração
profissional dos destinatários mais fragilizados (intervenções
individualizadas) com uma efectiva participação dos candidatos (auto-determinação
/ empowerment). Partindo de uma clara definição de um
projecto de vida – projecto de inserção profissional – e aplicando
instrumentos de reconhecimento e validação de competências (baseado
num “portfolio” de evidências), a ligação será promovida com
programas de qualificação profissional, assegurando processos de
aprendizagem flexíveis, em ligação estreita com o meio empresarial
(formação em contexto de trabalho).
Na PD acreditamos que trabalhando em
rede numa perspectiva comunitária, estamos no melhor caminho para a
inclusão. As redes de intercooperação comunitária, se assentes em
organizações com missões e perspectives de intervenção inclusivas,
suportadas com instrumentos e métodos efectivos, poderão provar que
a redução da exclusão é possível.
O reconhecimento, validação e
certificação de competências académicas e profissionais é um passo
importante no desenho dos percursos individualizados. Esta
actividade será levada a cabo tendo em consideração:
·
Instrumentos
produzidos pela ANEFA (Agência Nacional para a Educação e Formação
de Adultos, dissolvida entretanto e cujas funções foram incorporadas
na Direcção Geral de Formação Vocacional, Ministério da Educação);
·
Avaliação de
competências sociais, não somente na perspectiva das competências de
cada indivíduo para perspectivar o seu próprio projecto de vida (person
centered planning), mas também na avaliação do acesso efectivo
aos recursos comunitários, para o que estamos a definir Indicadores
de Qualidade com base em instrumentos produzidos pelo movimento de
emprego apoiado (Quality Indicators for Individuals in Supported
Employment / Individual Choice and Control of Resources and Supports
- Association for Persons in Supported Employment- APSE, EUA);
·
A produção de um guia
prático para o desenvolvimento de um portfolio de competências, com
especial incidência no empowerment e auto-determinação (Alan
Hoffman’s, Sharon Field’s and Shlomo Sawilowsky’s Self-Determination
Scale);
·
O desenvolvimento de
um guia prático para a validação de competências profissionais, com
quatro áreas principais:
-
Instrumento de
identificação de competências (skills matching tool)
-
Instrumento de
evidências (skills portfolio)
-
Instrumento de
aconselhamento (advisory tool) para técnicos de emprego apoiado
-
Instrumento para
formação (training tool) em domínios identificados como necessitando
formação complementar.
Neste âmbito faz parte o presente
Instrumento de Reconhecimento e Validação de Competências Informais
das Assistentes de acção Educativa.
A PD está a trabalhar num documento
sobre os Percursos Integrados de Inserção, que sistematizará
os pontos de vista da PD na missão, contextos, metodologias e
instrumentos usados para promover a inclusão social e profissional
de pessoas em situação de desfavorecimento. Analisará diferentes
perspectives, as suas limitações e o papel das pessoas em
desvantagem.
Promovendo
práticas mais adequadas de orientação e aconselhamento (guia
prático, critérios comuns)
A PD está a desenvolver um estudo
dos factores envolvidos na exclusão dos sistemas de educação e
formação profissional e emprego, identificando respostas
alternativas. Constrangimentos e potencialidades de Transição para a
Vida Activa (Adult Life Transition);
Outras
actividades relevantes
REFORÇO DE INDICADORES
DE QUALIDADE
A PD acredita que os indicadores de qualidade em
emprego apoiado habilitarão a criação de um sistema para a promoção
da qualidade relativamente a indivíduos e organizações:
-
Candidatos
envolvidos em processos de integração – avaliação da
participação individual no desenho do seu próprio projecto de
vida, escolhas individuais, acesso e controle dos recursos e
apoios;
-
Técnicos de
emprego apoiado – avaliação da sua contribuição para o
empowerment, auto-determinação e inclusão social e
profissional de pessoas em situação de desvantagem;
-
Organizações –
avaliação do envolvimento na promoção da inclusão comunitária e
emprego.
Estes Indicadores de Qualidade serão também
utilizados para desenvolver actividades de Avaliação de
Competências.
A avaliação de competências organizacionais em
emprego apoiado, será desenvolvida nos parceiros da PD, usando
indicadores de qualidade para organizações (Organizational Practices
That Support Quality Services, APSE) tal como a avaliação das
competências das equipas técnicas (Quality Indicators for Supported
Employment Personnel, APSE).
A avaliação de competências de partida e
competências de chegada é fundamental na avaliação global do
projecto. Neste domínio outros instrumentos serão usados, produzidos
pela parceria, ou a que temos acesso, tais como os usados pela marca
“Partners in Policymaking”, para avaliar auto-representação e
empowerment de colectivos.
Criação de
comunidade online, para facilitação da comunicação interna da
parceria.
A PD utiliza uma comunidade virtual para comunicação interna,
a que todos os parceiros podem ter acesso, introduzindo (uploading)
ou retirando (downloading) informação, comentários, bases de dados,
utilizando fórum de discussão, chat, entre outras
ferramentas.
www.communityzero.com/empregoapoiado
Criação de Portal
O projecto criou um portal para comunicação
externa da PD, onde serão disponibilizados mais tarde os
instrumentos, produtos e sistemas criados pelo projecto.
www.empregoapoiado.org
Grupos Alvo
O projecto visa responder a necessidades na inserção social e
profissional de pessoas dos seguintes grupos alvo:
a)
Desempregados de longa duração
b)
Candidatos ao primeiro emprego;
c)
Pessoas com doença mental;
d)
Pessoas com deficiência;
e)
Minorias étnicas, nomeadamente ciganos, primeira e segunda geração
de migrantes africanos;
f)
Mulheres vítimas de violência doméstica;
g)
Ex -
toxicodependentes;
h)
Pessoas com problemas judiciais.
Empresas, entidades públicas e serviços, IPSSs, ONGs,
técnicos e outros agentes são também considerados como público alvo.
Parceria de
Desenvolvimento
-
Associação Cultural
Moinho da Juventude
-
Associação Estudo e
Integração Psicossocial
-
Associação
Industrial Portuguesa
-
Associação Mulheres
Contra Violência
-
Associação Empresarial da Região de Lisboa
-
Câmara Municipal da
Amadora
-
Câmara Municipal do
Barreiro
-
Câmara Municipal de
Loures
-
Câmara Municipal da
Moita
-
Câmara Municipal do
Montijo
-
Câmara Municipal de
Sintra
-
Câmara Municipal de
Torres Vedras
-
Direcção Regional
Educação de Lisboa
-
RUMO, Cooperativa
de Solidariedade Social, Crl
-
Rumos, Formação e
Comunicação
-
Secretariado
Diocesano de Lisboa da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos
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