Associação Cultural Moinho da Juventude
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o site do Moinho da Juventude em http://www.terravista.pt/Ancora/1839
]
Nascida de um trabalho informal de animação de
crianças, organização de mulheres e luta pelo saneamento básico,
nos primeiros anos da década de 80, a Associação Cultural
Moinho da Juventude assume-se hoje como um Projecto Integrado no
Bairro do Alto da Cova da Moura.
As actividades da Associação desenvolvem-se a
nível social, cultural e económico, e nas mesmas estão envolvidas
crianças, jovens e adultos.
A nível social mantém um Núcleo de Apoio aos
Moradores que luta pela melhoria das condições de habitação,
higiene e saúde no bairro e pela sua legalização.
Preservar e divulgar a cultura de origem dos
moradores tem sido uma das suas preocupações, traduzida nas
actividades dos grupos culturais como o "Kola San Jon"
e o "Grupo de Batuque Finka Pé". Mantém com apoio do Instituto Caboverdiano do
Livro uma venda de livros editados e distribuídos em Cabo
Verde, por aquele instituto.
No pré-escolar são 50 crianças e no ATL/Apoio
Escolar, mais de 180 crianças têm actividades de tempos livres,
apoio aos trabalhos escolares, colónias de férias e formação nas
áreas como o artesanato, informática, cozinha e corte e costura. Os jovens
têm um "Espaço Jovem", "Círculos de Debates", um
PIJ, uma Biblioteca Juvenil, um Núcleo Desportivo
com 6 grupos federados, Grupos de Dança e de Música.
Participa há bastantes anos nos programas do Serviço
Voluntário Europeu e Intercâmbios de Jovens. É
responsável pela Rede 'Take Away'.
A Associação formou mediadores e animadores, que
colaboram nas escolas. Organizou dois projectos de formação
pré-profissional para adolescentes com dificuldades de integração
escolar (carpintaria e formação de vigilantes de acção
educativa).
Organiza Cursos de Alfabetização, cursos de
formação profissional para mulheres, focando em particular a "Economia
de Bairro". Lançou o PROXY, um projecto inovador,
utilizando a INTERNET para reconhecimento de competências informais
na área da Acção Educativa.
Formou 15 'mães de bairro' que dão apoio a 105
famílias com crianças entre os 2 e os 4 anos, estimulando a
comunicação e a aprendizagem de conceitos básicos nas famílias
migrantes.
São estas as actividades de uma Associação de
moradores sobretudo de origem africana, que sente o estigma da sua
origem e que teima em fazer aceitar a sua imagem de uma comunidade
trabalhadora, solidária, alegre, também sofredora mas cheia de
esperança e que quer integrar-se no seio da sociedade Portuguesa,
com toda a riqueza da sua cultura e da sua diferença.

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